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Categoria: Blog Publicado em: 19/04/2020 comentários

Síndrome de Guillain-Barré e infecção por SARS-CoV-2

Síndrome de Guillain-Barré e infecção por SARS-CoV-2
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Pacientes com COVID-19 tipicamente se apresentam com febre e doença respiratória. No entanto, há poucas informações relacionadas às suas manifestações neurológicas. Este artigo mostra o primeiro caso de COVID-19 inicialmente se apresentando com síndrome de Guillain-Barré.

Vamos ao caso?

Trata-se do caso de uma mulher de 61 anos que apresentou perda de força nos membros inferiores e fadiga severa, após 4 dias do seu retorno de viagem a Wuhan, China. Os exames laboratoriais demonstraram linfocitopenia e trombocitopenia; líquor evidenciou contagem de células normais e hiperproteinorraquia. Foi diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré e tratada com imunoglobulina.

 

No oitavo dia, desenvolveu tosse seca e febre, bem como opacidades pulmonares em vidro fosco à tomografia de tórax. O swab orofaríngeo foi positivo para SARS-CoV-2. Foi tratada clinicamente e houve melhora do quadro clínico pulmonar e neurológico. Dois parentes que tiveram contato com a mesma durante a internação também testaram positivo para SARS-CoV-2 posteriormente.

 

Os autores discutem que as anormalidades laboratoriais no quadro clínico inicial (linfocitopenia e trombocitopenia), que são consistentes com as características clínicas de pacientes com COVID-19, indicam a presença desta infecção já na admissão. Considerando a evolução temporal, eles acreditam que a infecção pode ter sido responsável pelo desenvolvimento do Guillain-Barré, sugerindo, neste caso, um perfil parainfeccioso e não pós-infeccioso clássico (como com Zika-virus).

 

Eles discutem que a maior limitação deste caso foi a ausência de teste microbiológico para COVID à admissão da paciente. Considerando que a paciente desenvolveu febre e sintomas respiratórios 07 dias após os sintomas neurológicos, é prudente considerar também a explicação alternativa de que a paciente desenvolveu coincidentemente a síndrome de Guillain-Barré, por causa desconhecida, e adquiriu a infecção durante a internação (origem nosocomial). Entretanto, não havia relato de contatos ou casos de COVID-19 no hospital durante a internação. 

 

Deste modo, este relato sugere uma possível associação entre a síndrome de Guillain-Barré e a infecção por SARS-CoV-2, sendo necessário mais casos com dados epidemiológicos para dar maior suporte a esta relação causal.

 

Fonte:

Hua Zhao, Dingding Shen, Haiyan Zhou, Jun Liu, ShengChen.

The Lancet  (2020). https://doi.org/10.1016/S1474-4422(20)30109-5

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Já temos 4 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Isadora Fonseca de Vasconcelos

Isadora Fonseca de Vasconcelos

Excelente caso! Pois demonstra que o SARS-COVID19 pode ter apresentações de prodromos neurológicos, além da perda do olfato e paladar. Esse vírus é bastante recente e devemos nos atentar as suas formas de apresentação antes da clínica clássica estabelecida (febre, coriza, tosse, dispneia..)
★★★★★DIA 29.04.20 14h45RESPONDER
Camila Amâncio
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Camila Amâncio

Camila Amâncio

Oi , Isadora!
Exatamente! Inclusive, o próprio autor sugere um perfil parainfeccioso nesta associação Guillain Barré e COVID-19, embora ainda não tenha sido determinado um papel de causalidade bem definido. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos...
★★★★★DIA 29.04.20 15h17RESPONDER
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Maria Das Dores da Silva

Maria Das Dores da Silva

Muito interessante esse artigo. Até agora não tinha nada em relação. Espero que mais estudos sejam feitos,
★★★★★DIA 28.04.20 22h00RESPONDER
Ana Fonseca
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Ana Fonseca

Ana Fonseca

Muito legal, né? :)

★★★★★DIA 28.04.20 22h03RESPONDER
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